Servidores · bancos de dados · máquinas virtuais
Na maior parte dos casos é possível recuperar sem pagar o resgate. A viabilidade é confirmada no diagnóstico, em laboratório próprio.
Por Caio Bruno Garcia, CEO e responsável técnico da SECURITY · 24 de outubro de 2026
Para agir rápido, a maioria das famílias criptografa só o início de cada arquivo grande e não alcança o que estava desconectado ou em camadas que o sistema não expõe. É nesse resto que o laboratório trabalha.
Bancos de dados, discos de VM (VMDK, VHDX, QCOW2) e arquivos de servidor com cabeçalho atingido, mas conteúdo preservado.
Snapshots do storage, cópias de sombra (VSS), backups offline ou imutáveis, replicação para outro site.
Logs de transação (SQL Server, MySQL, PostgreSQL, Oracle, Firebird), journal do sistema de arquivos e áreas não alocadas.
Erros de implementação, chaves recuperáveis em memória ou decryptors já publicados para a família identificada.
Exemplo de um disco virtual de 500 GB atingido por uma família que criptografa só o começo do arquivo.
A proporção varia por família e por tamanho do arquivo. É o diagnóstico que mede o que sobrou.
Quase toda perda definitiva que chega ao laboratório aconteceu depois do ataque, na tentativa de resolver.
O que fazer nas primeiras horas
Não existe uma resposta única para ransomware. O caminho depende do que o ataque deixou para trás, e é isso que o diagnóstico mede em cada cenário.
Chave vazada ou falha conhecida na criptografia. O decryptor é testado em cópia e o resultado é validado antes da entrega.
O backup é conferido antes de voltar ao ar. O intervalo entre o último backup e o ataque é buscado nos logs de transação e nas cópias de sombra.
Caminho mais trabalhoso: trechos íntegros dos arquivos, snapshots do storage, áreas não alocadas e versões anteriores. A viabilidade depende do que foi sobrescrito depois do ataque.
Comum em arquivos grandes (VMDK, VHDX, MDF, IBD). O cabeçalho é atingido e o conteúdo fica; a reconstrução remonta o arquivo a partir da estrutura interna.
Os caminhos de entrada mais comuns continuam abertos depois da criptografia.
Enquanto a porta não é fechada, restaurar é recomeçar o ataque. Por isso a análise do laboratório é feita em cópia, fora do ambiente comprometido.
O que reduz a chance: formatação, reinstalação, CHKDSK e restauração por cima. O que aumenta: ambiente isolado e discos preservados como estavam.
Todo caso corre sob NDA. O prazo é definido no diagnóstico e informado por escrito, cenário por cenário.
Nenhum trabalho de recuperação começa sem diagnóstico e sem proposta por escrito.
Empresas fora de São Paulo enviam os discos ou servidores com orientação de embalagem e rastreamento. Quanto tempo leva a recuperação.
Cada cenário tem um caminho de recuperação diferente. O diagnóstico define qual se aplica ao seu caso.
Trechos íntegros dos arquivos, cópias de sombra, journal e versões em áreas não alocadas. Como funciona.
Arquivos de dados e logs de transação, com reconstrução de tabelas.
Discos virtuais parcialmente criptografados, snapshots, datastore e metadados do hipervisor.
Snapshots do storage, reconstrução do arranjo RAID e extração dos volumes.
Versões anteriores, cópias offline e mídias de rotação que o ataque não alcançou. Ainda existe saída?
Ambientes híbridos, NAS corporativo, servidor de e-mail e ERP também passam pelo mesmo diagnóstico.
Quando o ataque atinge dados pessoais, ele é um incidente de segurança. A recuperação precisa andar junto com o que a lei, a seguradora e a investigação exigem.
para comunicar a ANPD e os titulares, conforme a regulamentação da autoridade.
Sim. Em grande parte dos casos a recuperação vem do que o ataque não alcançou ou não concluiu: snapshots, logs, backups e trechos íntegros dos arquivos. A viabilidade é confirmada no diagnóstico.
Não. Não há garantia de receber a chave, de a chave funcionar em todos os arquivos nem de o invasor sair do ambiente. Por isso a análise vem antes de qualquer decisão sobre pagamento.
Não. Famílias com criptografia bem implementada e sem chave conhecida não são quebradas. Nesses casos a recuperação vem das outras camadas: cópias, snapshots, logs e partes não criptografadas.
Não. O trabalho é feito em cópia bit a bit e a mídia original fica preservada. A recuperação pode correr em paralelo à perícia.
Sim, atendemos todo o Brasil. Os discos ou servidores são enviados com orientação de embalagem e rastreamento, e o diagnóstico é feito no laboratório.
Depende do cenário e do volume de dados. O prazo é informado por escrito no diagnóstico, antes de iniciar a recuperação.
Na maior parte dos casos o disco virtual (VMDK, VHDX, QCOW2) foi criptografado em parte ou o hipervisor perdeu os metadados. A recuperação trabalha no arquivo do disco e nos snapshots do datastore, não na VM ligada. Não tente iniciar repetidas vezes nem recriar a VM por cima do mesmo datastore.
Decryptor só existe para famílias com chave conhecida ou falha publicada, e mesmo assim é testado em cópia. A recuperação em laboratório parte do que não foi criptografado: snapshots, logs de transação, trechos íntegros e backups. Os dois caminhos são avaliados no diagnóstico.
Sim. A ordem de análise é definida com a empresa no diagnóstico, a partir do que é mais urgente para a operação: ERP, banco de dados, e-mail ou servidor de arquivos.
Versões anteriores, cópias offline, mídias de rotação e snapshots que o ataque não alcançou são levantados no diagnóstico. Não restaure nada por cima antes dessa verificação. Leia o guia sobre backup atingido.
Guias do laboratório
Quanto antes o ambiente for preservado, mais há para recuperar. Envie o que você já sabe: sistemas atingidos, extensão dos arquivos e se há backup.
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